Posts on Twitter:

Para alimentar o debate, artigo no Jornal do Comércio (PE)



Retweet Retweeted Like Liked

A “Expedição Uruguai” do é o destaque do desta terça-feira (20), na faixa das 22h após o horário religioso




[IMPRENSA Indica] Nieman Lab - Open or closed: Who will control the paid-podcast experience, podcasters or tech companies?
















Bolsonaro atende pedido de Themístocles Filho e libera recursos para a BR 222




Em São Paulo, W. Dias destaca potencial do Nordeste em geração e distribuição de energia















Posts on Tumblr:

instagram

#Repost @canalmynews
• • • • • •
Milícias, ódio e vacas sagradas! O que acontece na região da Caxemira, onde a população sofre com a forte repressão do governo central da Índia? Nelson @garr0ne te conta na #ColunaDoGarrone de hoje!

🎥 Fique por dentro no link em nossos stories!

#MyNews #Índia #Paquistão #Milícias #Ódio #Vacas #Sagradas #Potências #BombasNucleares #Superpopulação #FreePress #JornalismoPuro #Jornalismo #Brasil #Mundo #Cultura #Informação #Opinião #Segurança #Cotidiano #Economia #Esportes #Justiça #Poder #Ciência
https://www.instagram.com/p/B1KpCRghoTx/?igshid=1mytu448w2sk8

Made with Instagram

Revista “Aplicativo”

Trabalho realizado no 6º Semestre, em Setembro de 2017 para a matéria de Jornalismo de Revista.

Consiste em uma revista sobre novas tecnologias e universo digital, com entrevistas com youtubers, matéria de capa sobre o avanços dos chatbots, dicas de apps para literatura e educação, seriados e resenhas. 

instagram

#Repost @canalmynews
• • • • • •
Como é a vida da população de Belarus, país conhecido por manter a última ditadura da Europa? Nelson @garr0ne visitou o país e conta suas impressões na edição desta semana da #ColunaDoGarrone!

🎥 Fique por dentro acessando o link nos stories!

#MyNews #Ditadura #Ditador #Bielorrússia #Belarus #AlexanderLukashenko #Europa #Características #Reflexão #Autocracia #Autoritarismo #FreePress #JornalismoPuro #Jornalismo #Brasil #Mundo #Cultura #Informação #Opinião #Segurança #Cotidiano #Economia #Esportes #Justiça #Poder #Ciência
https://www.instagram.com/p/B09GqKKhxI0/?igshid=1jh9n4civuxcv

Made with Instagram
instagram

Novamente entrevistado pela querida @tvcidadefortaleza com a divina jornalista @nataliacampos.tv . No caso, sobre economia de energia nesse mês de (novamente) bandeira vermelha na conta. #tv #jornalismo #energia #economia #borapoupar #assessoriadeimprensa #cesaramartin #namaste (em TV Cidade)
https://www.instagram.com/p/B0qgewTn5AR/?igshid=26yh3ypnxo5o

Made with Instagram
instagram

#Repost @canalmynews
• • • • • •
A Venezuela vive uma ditadura? Pepe Mujica, um dos nomes mais respeitados da esquerda, admitiu que sim em entrevista recente. Mas Nelson @garr0ne foi além: há um genocídio ocorrendo no país governado por @nicolasmaduro?

🎥 Assista à análise da #ColunaDoGarrone pelo link nos stories!

#MyNews #NelsonGarrone #NicolásMaduro #Venezuela #Ditadura #Governo #PepeMujica #Uruguai #NicolásGuaidó #JairBolsonaro #DonaldTrump #EUA #FreePress #JornalismoPuro #Jornalismo #Brasil #Mundo #Cultura #Informação #Opinião #Segurança #Cotidiano #Economia #Esportes #Justiça #Poder #Ciência
https://www.instagram.com/p/B0or-MHhpmH/?igshid=iwh18hrzgpjt

Made with Instagram
instagram

#Repost @canalmynews
• • • • • •
Irã. Vilão do Oriente Médio ou grande vítima do império americano? Nem um, nem outro. Centro de discussões por conta de seu programa nuclear o país ainda segue incompreendido mundo afora. @garr0ne mostra outra face da região. ⠀
🎥 Assista na íntegra pelo link nos stories!

#MyNews #Irã #ProgramaNuclear #Regime #Sexualidade #Intimidade #FreePress #JornalismoPuro #Jornalismo #Brasil #Mundo #Cultura #Informação #Opinião #Segurança #Cotidiano #Economia #Esportes #Justiça #Poder #Ciência
https://www.instagram.com/p/B0ee2aUBOC6/?igshid=swjsz6h7v4zp

Made with Instagram
youtube

ENGLISH / PORTUGUÊS


TV Band host is criticized on social networks for blaming mother assaulted (in front of her son) by fans of Sport Club Internacional. Renata is host of a sports program and a fan of Internacional.

There is also criticism in the comments of this video on YouTube, check it out.

*******

Apresentadora da TV Band é criticada nas redes sociais ao culpar mãe agredida (na frente do filho) por torcedores do Sport Club Internacional. Renata é apresentadora de programa esportivo e torcedora do Internacional.

Há críticas também nos comentários deste vídeo no YouTube, confira.

instagram

JORNAL A VOZ DE PAU AMARELO

Bolshoi selecionar aluno do Nosso Espaço de dança do janga do município do paulista (Pe)

O Núcleo de formação do Nosso Espaço de Dança em Paulista no litoral Norte Pernambuco, grupo de bailarinos do Janga do município do paulista no litoral Norte Pernambuco formado em 2012 é formado por 26 pessoas, seis bailarinos embarcou na segunda-feira (15), para Santa Catarina. O 37º Festival de Dança de Joinville é o maior festival de dança do mundo em número de participantes segundo o Guinness Book.

O grupo de bailarinos do Janga é o únicos grupos da cidade do paulista e de Pernambuco selecionado para o evento representando a cultura popular Pernambucano e traz na bagagem mais essa boa notícia para o município do paulista e para Pernambuco. Aprovados na Audição da Escola Bolshoi

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil realizou na segunda-feira, 22 de julho, a tradicional Audição durante o Festival de Dança de Joinville. No total 300 candidatos concorreram a uma das vagas da instituição, para o curso de dança clássica. Foram aprovados 8 candidatos. 

Confira a Lista de aprovados, em ordem alfabética:

Davi Renan Teófilo de Almeida e Silva - Paulista/PE

Gabriel dos Santos Barbosa - Assis/SP

Heloisa Mariano - Jaú/SP

Jasão Padilha Belmiro Alves - Londrina/PR

Lara Vitória dos Reis Ramos - Belo Horizonte/MG

Matheus Henrique da Silva Tertuliano - Belo Horizonte/MG

Pietra Luise Paiva Carvalho - São Caetano do Sul/SP

Xiomara Txaro Antonia Manen Oyarzabal - Caba – Argentina 
 
@tvpauamarelo @deolhonoJanga
#pauamarelo #paulistape #Reportagem #jornalismo #Imprensa #paulistatem #pauamarelo #janga #Olinda #paulista #tvpauamarelo #euvivopaulista #educação #GrandeRecife #Recife #arte #culturapopularbrasileira #Culturapernambucana #AmigosdePauamatelo #Pernambuco #açãosocial #ProjetoFrevoNaPraça #ballet #Brasil #companhiadedançaBolshoi
#tururu #Cultura #dança


Reportagem Alexsandro Bonifácio
Apoio jornalismo de olho no Janga
Edição de Vídeo Sandro Santos
https://www.instagram.com/p/B0SIV8Zgh1m/?igshid=ly6axpleoexp

Made with Instagram
instagram

#Repost @canalmynews with @kimcy929_repost
• • • • • •
Tema de rodas de amigos e dos grupos de WhatsApp, a indicação de @bolsonarosp para a embaixada dos EUA deu o que falar. Nelson @garr0ne vasculhou o currículo dos embaixadores em Washington. A maioria não sabe fritar hambúrguer, sabia? ⠀
🎥 Fique por dentro acessando o link nos stories!

#MyNews #NelsonGarrone #Embaixador #Washington #EstadosUnidos #EUA #EduardoBolsonaro #JairBolsonaro #DonaldTrump #FreePress #JornalismoPuro #Jornalismo #Brasil #Mundo #Cultura #Informação #Opinião #Segurança #Cotidiano #Economia #Esportes #Justiça #Poder #Ciência
https://www.instagram.com/p/B0LwrVQhVvs/?igshid=1qv23u2o4kz4r

Made with Instagram
Revisitando crônicas: “Para não esquecer jamais” (2014)
image

Igreja São Francisco de Assis - 12 de março 2014

Em 2014, lancei o livro “São Miguel em (uns) 20 contos contados” (Ed. In House - Coleção Jornalirismo) e foi um experiência fantástica desses quase 10 anos de crônicas que escrevi para o site Jornalirismo, que encerrou suas atividades em 2018. Aqui no blog, deixo uma das histórias: “Para não esquecer jamais”, contado sobre a minha primeira viagem de avião, para Minas Gerais. Confira:

Para não esquecer jamais
Keli Vasconcelos
Minas Gerais nunca esteve nos planos, mas suas nuances já habitavam os caminhos por mim percorridos desde um bom tempo. Fui, em 2012, para Extrema cobrir um evento, que gerou o texto “Cansaço”, publicado aqui no Jornalirismo. Além disso, estudei com mineiros na faculdade, trabalhei com outros como freelancer, já conversei com alguns, seja pessoalmente, seja pelo computador.
No final de 2013, que fora um ano promissor, tive muitas perdas ao final dele, com rupturas muito ruins. O engraçado é que, durante o período, apareceram várias situações em que MG materializava: ora um palestrante de Belo Horizonte, ora um caminhão estacionado no mercadinho perto de casa cuja placa era de Juiz de Fora.
Decidi cometer, então, uma ousadia: me daria de presente de aniversário, que é em abril (quase nasci no dia 21 – Tiradentes, mas calhei no dia 28), uns dias em Minas. Detalhe: nunca viajei de avião, nunca fiz uma reserva de hotel, nunca me aventurei por outra capital senão a de São Paulo.
Sendo filha de nordestinos, deveria ir para o Nordeste. Mas no coração pulsava, Minas Gerais, Minas Gerais… Então, seguindo os preceitos do grande mestre Yoda, há situações que não existem tentativas: ou faz ou não faz. Fui e fiz.
Aqui conto os dias em Ouro Preto e Mariana.

image

Museu da Inconfidência - 13 de março 2014.


12 de março de 2014
Quarta-feira chuvosa em São Paulo, voo às 8h50. A aventura começou no aeroporto de Guarulhos, pois meu irmão me desembarcou no portão errado (era terminal 4 e ele me deixou no 2. Peguei um ônibus-transfer para o correto).
No avião, sentei-me na poltrona bem perto da janela e da turbina, não senti medo. Vendo pela janela as nuvens, o tempo ficando bom e a diferença brusca entre a plana Sampa e a ondulante Minas, percebi como somos tão diminutos, tão finitos, que perdemos tempo com coisas muitas vezes ínfimas. Foi bom sentir a luz do sol pela janela, comer balinha de gelatina em formato de avião e elogiar o vestido da aeromoça, que era lindo, todo azulado.
Desembarquei no aeroporto da Pampulha (Carlos Drummond de Andrade) e peguei um ônibus para a rodoviária de BH. Engraçado é que as linhas são memorizadas por números, ou seja, você não vê nos letreiros dos pontos nomes, como em São Paulo – Parque D. Pedro ou São Miguel. Por exemplo, é 2004 (Pampulha), 5250 (Cidade Administrativa) … Mais engraçada é a reação das pessoas, quando eu perguntava o itinerário. Da rodoviária, comprei a próxima passagem para Ouro Preto. Duas horas de viagem, que foram quase o dobro por conta do trânsito.
Cansada e alimentada apenas com um pacotinho de biscoito salgado recebido no avião, confesso que estava varada de fome. Mas não tão estafada o suficiente para reparar no sotaque das pessoas, no ‘Não tem de quê’ em resposta ao ‘Obrigado’, no andar dos pedestres, no escutar ‘Moço’ e ‘Moça’ a qualquer um, seja jovem ou idoso.
Na poltrona à minha frente estavam duas professoras, folheando um catálogo. Uma delas disse: “Nah (detalhe: homens falam ‘Noh’)! Aqui tá falando que essa vasilha esquenta arroz. Duvido, naaaah!”.
Nisso, parei na minúscula rodoviária de Ouro Preto. O hotel ficava a poucos metros, na Rua São Miguel Arcanjo (que me deixou feliz, pois o nome lembra o bairro onde vivo), leve descida em meio aos cascalhos e muitas casinhas.
A estalagem é simples, colonial e o uniforme dos funcionários lembra vestimentas do século XVIII. Tratei de tomar um banho, comer no restaurante do hotel e pedi que uma van me deixasse no Centro Histórico.
Era mais de 16h e a maioria das igrejas fechava as portas. Me dirigi ao Largo do Coimbra, onde fica a famosa feirinha de produtos em pedra-sabão, bijuterias e camisetas. Estava vazia e fui abordada por Cláudia, 34 anos, nascida e criada em Ouro Preto e com duas filhas, uma de 10 e outra de um ano e meio.
Seu marido é carioca e ele compra as peças prontas no Rio para serem envernizadas e lapidas em MG. “A pedra-sabão bruta é levada para vários cantos e nós compramos tudo já feito. Meu trabalho é talhar os vasos, fazer imagens neles, pintar e envernizar”, me explicou.
Conversei com a maioria dos expositores, que reclamava das baixas vendas mesmo após o agitado carnaval. Voltei e chamei a Cláudia. Sorridente, ela me separou as três melhores corujas que tinha. As limpou e perguntou qual delas levaria. Respondi, as três.
“Nah! Ocê vai levá as três? Muito obrigada, moça, não vendemos nada hoje”, ela exclamou, lapidou “Ouro Preto - MG” nelas, paguei e deixei o troco. Ela me agradeceu com mais um sorriso, um seja bem-vinda e um dos melhores “Fica com Deus” que ouvi (depois ouvi outros, mas esse queria destacar).
Liguei para o hotel pedindo o serviço de van novamente. Passava das 17h e fiquei na entrada do Centro Histórico, em frente à Praça Tiradentes, onde repousa o monumento do inconfidente cuja cabeça ficara exposta.
O sol foi se ponto, jovens saíam da escola, casais se beijavam e contemplavam o momento em meio as montanhas. Fazia tempos que não via o sol assim, tão perto, as estrelas pipocando, a neblina querendo dissipar.
Em frente à igreja Mercês e Misericórdia, eu fotografei o pôr-do-sol, aplaudi e chorei.

image

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos - 13 de março 2014.


13 de março de 2014
Cerração densa e sensação de frio grande. Na noite anterior, choveu e fiquei na varanda do hotel olhando para o pico Itacolomi, onde a antiga Vila Rica (hoje Ouro Preto) se firmou. Quando fiz a reserva, me disseram que a vista era ‘prejudicada’. Como dizer isso se posso ver as casas construídas no alto do morro, as nuvens próximas, o verde? Inesquecível.
Faria uma maratona de ida a várias igrejas e museus, sem guia, somente com orientação de um mapa e das pessoas que esbarraria pelo caminho. A primeira que entrei foi a São Francisco de Assis, em frente ao Largo do Coimbra. Lá concentram-se as esculturas de Aleijadinho, pinturas de Mestre Ataíde e também abrigavam outras obras que estavam na Igreja Nossa Senhora da Conceição, fechada para reforma. Na saída, encontrei uma espanhola, devia ter uns 50 anos, esbravejando por ter que “pagar ingresso” para entrar em um local público (é cobrada uma taxa de entrada quando não há missas para visitação).
Depois, segui para a igreja Nossa Senhora do Carmo, projetada por Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. Não havia muitas pessoas e sentei-me bem próximo do altar, ao lado dos azulejos portugueses. Visitei o primeiro museu, o do Oratório, próximo da igreja e do cemitério (a maioria das igrejas tem um). Lá pude ver os diversos tipos de oratórios, dos mais singelos aos suntuosos, até mesmo os que as donzelas carregavam em seus pescoços, como pingentes. 


Meio-dia fui à praça Tiradentes comprar no posto de atendimento ao turista a passagem de trem para Mariana, onde assistiria um concerto de órgão, recomendação do pessoal do hotel. Na verdade eu faria só o passeio, mas recebi muitas referências para também explorar a cidade.  
Neste posto conheci a Rosali, um desafio encontrá-la, pois tinha ido umas três vezes anteriores. “Menina, foi difícil te encontrar, viu?!”, retruquei enquanto observava o seu olhar assustado. “Nossa, você já veio aqui certa feita, anos atrás, né?”, me disse.
“Não, é a primeira vez que venho para cá”, respondi. “Uai, mas acho que já te vi em algum lugar, porque vi seu ‘rostim’, achei tão ‘bunitim…’”. Repliquei com um sorriso. Paguei a passagem e ela me recomendou a voltar de ônibus e ir a Mina da Passagem, uma mina mesmo, de ouro, muito visitada pelos turistas.
Bom, ir à Minas Gerais e não conhecer uma mina é como ir à Minas Gerais e não comer pelo menos um pão de queijo. Segui as recomendações, portanto.
Após o almoço, me dirigi ao Museu da Inconfidência e a parte que gostaria de dividir com você foi a do pavilhão onde se encontra o memorial aos inconfidentes, cujos nomes estavam grafados em lápides em pedra-sabão, uma bandeira de Minas e atrás do visitante, no alto, uma cruz.
Não sei por qual razão, senti solidão. Até então, não era assim, pois a todo o momento aparecia alguém, de morador a hóspede. Mas ali, não sei, fiquei contemplativa. Pensando por aqueles que ensejavam um Brasil justo, que infelizmente ainda não temos. O segurança do museu, ao perceber minhas mãos juntas e cabisbaixa, saiu.
Ali eu rezei e, novamente, chorei.
*********
Mais tarde, segui para a Igreja Nossa Senhora do Pilar, lugar onde repousa mais de 400 quilos de ouro e de prata em pó nas esculturas de Aleijadinho. O caminho para lá é bem complicado, com várias etapas íngremes. Para variar, estava no lado errado e parei numa loja de artesanato para pedir informações. Um outro vendedor iria para o mesmo lugar e seguimos juntos.
“É de Minas?”, perguntou. “São Paulo, capital”, respondi, já ofegante. “Nóh, sair ‘duma’ metrópole como São Paulo e parar aqui é porque tem grande motivo”, exclamou. “Precisava de uns dias para pensar, refletir, ver gente, sair, me perder nas ladeiras, me encontrar nas histórias”, filosofei. “Até a gente que vive aqui também fica estressado. Você conhece nosso município de Lavras Novas? Durante a semana não tem muita coisa, mas nos finais de semana têm cachoeiras, barzinhos, muita gente para conversar. Bom demais”, recomendou-me.
Anotei o projeto futuro (que não daria nessa viagem), agradeci e contemplei a Igreja do Pilar.
Subindo novamente, fui a Casa dos Contos, conhecer como eram cunhadas as moedas e depois a Escola de Minas, Museu de Ciência e Técnica da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Reencontrei a senhora espanhola, aquela que esbravejara por ter de pagar para entrar nas igrejas. Estava com um grupo de franceses e me chamou de ‘corajosa’. “Não é pra qualquer um sair de São Paulo e ficar aqui sozinha, mocinha”.
Concordei.


 14 de março de 2014
Estação de Trem de Ouro Preto. Bucólica, esperei a partida da Maria-Fumaça, pontualmente às 10 horas. Ao me acomodar, vi do lado de fora um senhor tocando uma sanfona. No meio da viagem, em cima das pedras, estava um jovem de cabelos dread, meditando. Ele tomou um susto e começou a xingar. Inusitado, confesso.  
Em Mariana, fui ao concerto de Órgão Arp Schnitger na catedral da Sé. Na fila, encontrei um casal da Vila Formosa, também da zona leste de SP, e uma estudante de Letras, que vive em Mariana, mas é nascida em BH. Ficamos juntos.
Se for para resumir o concerto diria: divino. De Pasquini a Bach, não teve um que não ficou abismado com a habilidade da organista Elisa com o instrumento, instalado em 1753. Após o concerto, podíamos subir até o andar onde ficava o órgão e fazer perguntas.
“Há quanto tempo toca?”, questionei. “Desde os meus 16 anos (ela aparentava mais de 50)”, respondeu. “Mas por que tocar órgão, ser musicista?”, continuei. Ela ficou sem reação, atrapalhada com as palavras: “Nossa, nunca ninguém perguntou isso! Venho de uma família de muitos artistas. Acho que essa seria uma boa resposta”.
Sorri satisfeita.
Após o almoço, segui para a Mina da Passagem, de ônibus. A aventura começou para embarcar, que é pelo fundo e não pela frente, como em São Paulo. Lá conheci um casal de Lins, interior de SP, e descemos com a divertida Camila, nossa guia para a mina de ouro, minério de ferro e itabirito, este que ao oxidar se assemelha ao precioso metal, mas é o de ‘tolo’.
O momento mais complicado foi na saída, para encontrar um ponto de ônibus. “É logo ali, no coreto.”, disse um senhor, que me indicou o coreto/ponto. O casal de Lins voltaria para Mariana. Nisso, apareceu, do nada, um motorista numa Uno preta: “Vai para Ouro Preto?”, me perguntou. “Sim”, respondi. “Cobro o preço da passagem de ônibus para te levar”, insinuou. O casal já ia atravessar a pista quando recusei, obviamente, o convite.
Em Ouro Preto faltou visitar uma igreja, a Nossa Senhora do Rosário. Me afeiçoei por conta de frequentar no bairro onde moro uma de mesmo nome, e não a encontrei. Como seria meu último dia na cidade, decidi ir ao Centro Histórico me despedir.
Parei numa lojinha de roupas e, para variar, entrei noutra rua errada. No entremeio de curvas, encontrei a igreja. Faltava apenas 10 minutos para fechar. Linda, singela, não cobrava taxa para entrar.
Fotografei, rezei, e sorri.


15 de março de 2014
Acordei às seis de manhã, arrumei as malas. Olhei o pico Itacolomi, disse ‘tchau’, guardei as tralhas, separei a passagem para Belo Horizonte e subi para tomar café e me despedir dos funcionários do hotel.
“Uai, fica mais um dia conosco, sô!”, exclamou um deles. Eu também queria ficar lá, me instalar de vez, morar numa casinha no alto da montanha, criar vaquinhas, escrever cordéis, passar finais de semana em Mariana, quartas-feiras no Largo do Coimbra. Mas queria conhecer ‘Beagá’.
Recusei o serviço de van e fui para a rodoviária vendo o sol entre nuvens. Às dez da matina, embarquei para a capital mineira.
*********
Voltei em 18 de março para São Paulo, também pela manhã. O saldo da estada em Minas Gerais foi de Paixão. Não aquelas ‘apaixonites’ ou mesmo as patéticas ou patológicas. Ou podem até terem sido.
Aliás, você até pode achar uma bobagem contar a história de uma jornalista que nunca viajou de avião, só, muito menos conhecia MG, mas para mim, este pobre ser humano sonhador, foram dias inspiradores.
Dias de Paixão, dias de coração aberto.

instagram

#Repost @canalmynews with @kimcy929_repost
• • • • • •
Você ainda tem dúvidas sobre a existência do aquecimento global? Na última semana, Nelson @garr0ne trouxe ao canal algumas explicações científicas sobre o tema na #ColunaDoGarrone!

🎥 Confira e inscreva-se! (Link nos stories)

#MyNews #MeioAmbiente #MudançasClimáticas #Clima #AquecimentoGlobal #Amazônia #Cientistas #Consequências #Catástrofes #TragédiaGlobal #FreePress #JornalismoPuro #Jornalismo #Brasil #Mundo #Cultura #Informação #Opinião #Segurança #Cotidiano #Economia #Esportes #Justiça #Poder #Ciência
https://www.instagram.com/p/Bz8rmzchBXo/?igshid=1abrcsf7ua0lz

Made with Instagram